quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Brasil -1 X 0 Colômbia


Assistindo ao jogo ontem, não pude deixar de observar que, em grande parte do jogo, a técnica brasileira foi vencida pela vontade de não perder para a Colômbia. Possuímos jogadores de ótima qualidade técnica, e em grande parte do jogo, apelaram pelo "peladão" ao invés de por a bola no chão, tocar e achar espaço para o arremate. Com esse resultado a seleção perde a chance e abrir quatro pontos para a Argentina.

Fazendo uma comparação com a Colômbia, sem querendo desmerecer, nossa qualidade técnica e individual é indiscutívelmente muito maior. Do meio campo para a frente da Colômbia, só para se ter uma idéia, sua arma era o ex-atacante do Internacional Rentería, que participava de quase todas as jogadas relevantes.
Agora comparando com o meio-campo brasileiros, podemos analisar:

Elano: Seu treinador ja afirmou que , qualquer time do mundo precisa dele. Jogador que corre muito bem sem a bola, que busca jogo e bate bem na redonda.
Kaká: Ainda é o melhor do mundo, nós precisamos dele. É o comandante do meio-campo brasileiro. Ele que deve por em prática o que o Dunga pede recomenda.
Robinho: Um dos maiores dribladores do mundo. Na Inglaterra chegou como o pivô do alto Investimento do City nessa temporada. O que falta para ele é um pouco de maturidade.
Jô: Está em ascenção e possuiu característica de um legítimo jogador europeu, que alto, possui força física e cabeceia bem.

Isso mostra que se o jogo fosse decidido somente pela técnica, deveríamos ter goleado a Colômbia.
Agora e se nossa seleção enfrentasse aquela Colômbia de 1994 e 1995, de Valderrama, Asprilla e Córdoba? Será que o desastre seria muito maior?


quarta-feira, 15 de outubro de 2008

fenômeno ou brisa?


Nossa seleção nacional passa, nos últimos tempos, por um sério problema: A falta de um atacante de ofício, um camisa 9. Desde o ínicio de conquistas brasileiras pelo mundo, em que tínhamos Vavá, Reinaldo, Roberto Dinamite, Tostão, Jairzinho, Careca e mais recentemente Romário como referência no ataque, não sentimos a falta de um matador. Nos últimos meses nossa busca por esse símbolo parecia ser concretizada com a volta de dois grandes centro-avantes ao centro dos olofotes no mundo, Adriano e Luís Fabiano. O primeiro parece ter ser livrado dos problemas pessoais e passa por um bom momento na Inter de Milão, onde faz dupla com o sueco Ibrahimovic, dois ataquantes de área. Já o segundo, desceu um pouco de produção após sua ótima atuação na temporada passada, no Sevilla.


Parece que os problemas foram solucionados, porém levando para outro lado, sabemos que Adriano, assim como Luís Fabiano, são atacantes "de lua". Um dia parecem verdadeiros leões, correm, brigam, buscam a bola a qualquer momento, arrematam, cabeceiam. Já em outros dias podem ser comparados a gatinhos, que passam despercebidos pelo campo.


Nas últimas semanas tenho certeza de que muitas pessoas tiveram a certeza que nossos problemas acabaram ao ver nosso velho e bom Ronaldo voltar a treinar com bola. Críticos afirmam que será difícil o fenômeno voltar a boa e velha forma fisíca, já que sua grande característica e também um diferencial foi sempre as arrancadas e dribles rápidos. Outra característica marcante de Ronaldo é sua base do futebol de salão, com passadas curtas e dribles rápidos e seu posicionamento, sempre atuando como um pivô, mostram que sua habilidade vem das quadras.


Com 32 anos ele está sem clube, mas o que mais importa é sua motivação e sua vontade de voltar a brilhas nos gramados internacionais, como fez com a camisa do Barcelona, PSV, Real Madrid e Milan e, principalmente, pela seleção brasileira, onde conquistou duas Copas do Mundo e a artilharia em 2002.


Cabe ao povo brasileiro e também aos dirigentes e demais jogadores dar todo o apoio para que possamos tem o nosso velho e bom Ronaldo de volta aos campos.


quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Breve análise do Brasileirão


Em meio às eleições e alguns outros momentos não muito felizes para nós brasileiros, como o posicionamento frustrante de algumas modalidades nas Olímpiadas de Pequim, começo minha trajetória nos blogs fazendo uma breve análise do campeonato nacional de futebol, pois o esporte mais amado dos brasileiros atravessa momentos de decisão.

Até algumas semanas atrás os tricolores gaúchos tiravam sarro de seus compadres colorados, com afirmação de que seriam os campeões nacionais, porém a situação não é tão confortável para eles que almejam o título. O Grêmio ocupa a segunda posição na tabela de classificação, atrás do Palmeiras, os dois com 50 pontos ganhos, porém, ao empatar com o Náutico no Estádio dos Aflitos, o Verdão passa o time gaúcho pelo saldo de gols, já que time comandado por Celso Roth perdeu para o rival Internacional por quatro tentos a zero.

O grupo fomado por aqueles que estariam hoje na libertadores ainda é formado por Cruzeiro e Flamengo, os dois com 46 pontos, seguidos do São Paulo, que também é forte candidato a uma vaga na Libertadores e sonhando um pouco alto, com o título.

Já na parte debaixo da tabela, vemos dois times de tradição, o Vasco e o Fluminense. O Vasco demitiu recentemente o ex-craque Tita e contratou Renato Gaúcho para seu lugar, para livrar o time da segundona. Tarefa difícil já que o time ocupa a vice-lanterna. Situação quase igual passa o Fluminense. O Time, antes do início do campeonato, era visto como dono de uma das vagas da Libertadores e candidato ao título. Trouxe o ex São-Paulino Edcarlos para ver se arruma o setor defensivo, já que o zagueiro da seleção Thiago Silva, pode sair a qualquer momento.

Com essa classififcação e essa reviravolta na tabela, podemos chegar a seguinte conclusão: Estamos presenciando um campeonato muito disputado, para se ter uma idéia faltam 11 rodados para o término do Brasileirão e somente 8 pontos separam o líder Palmeiras do 8º colocado, o Internacional e podemos ter certeza de que essa reta final será emocionante, onde qualquer discuido pode ocasionar um enorme furo no planejamento de vários times.